Desistir é para os fracos...?
- Mariana Ribeiro
- 28 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Enquanto eu sento na frente do computador e vejo o nome “PRIMUS” me encarando na tela depois de um longo tempo, esse é o tópico que me vem primeiro à mente para querer falar (e pensar). A Primus foi um projeto que se iniciou em 2020, em pleno estouro da pandemia, e se finalizou em 2022, confesso que com um gostinho agridoce pra mim.
Enquanto reflito sobre o que a palavra desistência tem a ver com esse projeto na minha perspectiva, é difícil não se deixar levar para todo o peso negativo que ela traz.
Desistência = fracasso
Desistência = fraqueza
Desistência = falta de determinação
Será?
Desistência, nesse caso, significou espaço para refletir, significou a possibilidade de se dedicar a outras coisas, significou priorizar o que, à época, precisava ser priorizado. Eu já desisti de muitas coisas na vida. Quando me formei, queria ser psicóloga hospitalar, mas comecei a atender na clínica e logo foi fazendo mais sentido me dedicar apenas a isso. Já desisti de convencer pessoas do meu ponto de vista, já desisti de tentar gostar de Doritos, já desisti de tomar 100% das vezes o café sem açúcar (tá mais pra 50% das vezes).
Nesse caso,
desistência = autoconhecimento
desistência = resiliência
desistência = capacidade de refletir sobre o que faz sentido pra mim.
Nem sempre vai ser esse o ponto, tenho que admitir. Desistir pode significar tudo isso, também pode significar insegurança, medo do fracasso, cansaço. A desistência pode ser uma ótima ferramenta de evitação, pode servir de escudo, pode ser uma alternativa mais “fácil” do que a vulnerabilidade e o risco. Como se diferencia um caso do outro? Eu diria que somente considerando a possibilidade. Não é um cenário pra se afastar a qualquer custo, se a corda tá rasgando sua mão, a gente pode considerar soltar, tudo vai depender do valor que a gente dá pro que tá do outro lado dela. Refletir sobre essas coisas é o que pode nos deixar um pouquinho mais próximos da resposta para o questionamento “isso deixou de fazer sentido pra mim, ou eu estou com medo de não conseguir?”.
E quem sabe, nunca é tarde pra revisitar planos, caso eles voltem a fazer sentido pra você. Prova disso é que aqui estamos. Bem vindos à Primus.




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