Como as nossas crenças são formadas
- Mariana Ribeiro
- 7 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Você já parou pra pensar por que a gente acredita em certas coisas, acha algumas situações “normais” e outras “estranhas”, ou até tem uma visão bem particular do mundo? Isso é o que, na TCC, chamamos de crenças. Nela, a gente entende que nossas crenças não surgem do nada, elas são moldadas pelo que vivemos, pelo que a sociedade nos ensina e até pelo que a cultura impõe.
Imagina só: desde pequenos, recebemos uma baita quantidade de mensagens sobre o que é certo, errado, bonito, feio, admirável, valorizado, aceitável ou não. Essas mensagens vêm da família, da escola, da mídia, do nosso grupo de amigos e, mais atualmente, das redes sociais. Tudo isso vai construindo o que chamamos de esquemas cognitivos, que são tipo filtros que o nosso cérebro usa pra entender o mundo, ou seja, ideias pré concebidas sobre si mesmo, o mundo, os outros e o futuro, que nos ajudam a interpretar as situações.
Mas tem um detalhe importante: esses filtros nem sempre são realistas, e nunca são neutros. Eles podem carregar pré-julgamentos, estereótipos, discriminações e regras que a gente absorve sem perceber. Por exemplo, uma crença do tipo “homem não chora” ou “mulher tem que ser sempre gentil” não é só um pensamento isolado, é uma construção social que impacta como a gente se vê e age, se você cresce ouvindo isso, pode ser que se torne uma opinião sua sem nem ter passado pelo processo de avaliação e reflexão. E isso vale para crenças pessoais também, se eu sempre me senti mais valorizada quando tirava notas altíssimas na escola, posso muito bem crescer acreditando que o valor está na perfeição ou excelência e, portanto, quando nao consigo atingi-la, me torno uma pessoa fracassada ou inadequada.
Na TCC, a gente trabalha justamente pra identificar essas crenças enraizadas e questionar se elas realmente fazem sentido pra você, ou se são só reflexos do que o mundo disse que devia ser, ou do que você entendeu de experiências formadoras durante a vida. É um convite para você olhar para dentro, mas também pra fora pra entender o contexto histórico, cultural e político que molda sua visão.
A ideia é tentar não carregar essas crenças no automático, mas abrir espaço para pensar criticamente, desconstruir o que não te serve e construir uma visão mais alinhada com quem você realmente é e quer ser.




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