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Amizades de baixa manutenção existem?

  • Foto do escritor: Primus Psicologia
    Primus Psicologia
  • 9 de jan.
  • 2 min de leitura

Quantas vezes por mês você precisa conversar com alguém que considera seu amigo? Ou quantas vezes espera que um amigo fale contigo para sentir que aquela amizade está viva? Se essas perguntas forem feitas a você e a uma segunda pessoa, provavelmente responderão de formas bem diferentes. Fato é que não existe uma medida exata, uma regra universal. 


Talvez por isso existam tantos desencontros entre uma pessoa que está segura com uma amizade, e outra que fica com aquela sensação de ter sido esquecido pelo amigo, ou até que alguma coisa ruim pode ter acontecido, já enviando aquela mensagem preocupada. Então vamos refletir um pouco sobre o assunto.


Um tópico que tem sido bastante discutido são as “amizades de baixa manutenção”, ou seja, aquelas em que as duas pessoas entendem ter uma relação muito forte, mesmo não sentindo necessidade de estarem frequentemente se encontrando ou se falando. Talvez você já tenha vivenciado isso com aquela pessoa que não via há meses (ou anos), mas quando se encontram, parece que nada mudou e vocês estão super à vontade.


Parece viável? Tem gente que acha insustentável e interpreta como negligência emocional. E quem está certo? 


Na terapia cognitivo-comportamental, partimos do princípio que cada pessoa carrega consigo um conjunto de crenças sobre como um amigo deve ou não se comportar. Podem ser crenças flexíveis ou mais rígidas, e dependem, por exemplo, de como esse indivíduo foi interpretando as experiências que teve ao longo da vida. 


Por exemplo, é possível que alguém, perdendo intimidade com uma pessoa muito querida, após um longo período sem encontrá-la, desenvolva a crença de que “se eu não encontrar constantemente com um amigo, logo ele vai se afastar.” Disso, vem outra crença: “Para manter uma amizade firme e forte, devo ver meu amigo toda semana.”


Agora, se essa pessoa encontra uma outra que acredita que “quem é amigo de verdade, aceita que não dá para ficar se encontrando com frequência”, o conflito é certo. Não necessariamente no sentido de briga, mas de expectativas. 


E sim, quem dera todas essas reflexões tivessem uma resposta certa. O trabalho, por exemplo, pode esgotar a energia de alguém a ponto dela querer passar mais tempo sozinha, e ainda amar seu amigo. Por outro lado, uma mensagem perguntando “como você está?” pode fazer toda a diferença no dia de uma pessoa.


E isso não necessariamente significa que amizade precisa ser algo complicado. Quando falamos de expectativas, a melhor forma de alinhá-las é se conhecendo, e conversando com quem você ama sobre o que vocês dois esperam. 


Será que não tem como negociar? Pode ser que não dê para encontrar toda semana, mas uma mensagem vez ou outra dizendo “vi esse meme e lembrei de você” seja mais possível...


Ou então que combinem um dia por mês para colocar o papo em dia naquela cafeteria que os dois gostam. 


A vida nem sempre permite encontros semanais ou mensagens constantes, mas também nem todo mundo precisa aceitar ficar meses sem conversar ou ver alguém que gosta. Quem sabe vocês não se encontram no meio do caminho?


 
 
 

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